terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Mãos à Vida

Hoje, 16 de fevereiro de 2016, eu vou postar um folder muito importante elaborado pelo grupo NephroCare, que é uma Campanha de Higienização das MÃOS.



foto tirada pelo Blog Hemodiário
                                     



Todas as superfícies que você toca e todas as pessoas que você cumprimenta podem estar contaminadas.

Na pele podem ser encontrados, facilmente, bactérias, fungos e vírus. São micro-organismos que se transferem de um lugar para o outro, por meio do contato pele com pele, ou do contato com os objetos e superfícies contaminadas. Esses germes podem ser removidos com água e sabão, e melhor eliminados quando se faz a higienização com o álcool gel a 70%.

Alguns cuidados que devem ser tomados:

1. Higienize sempre as suas mãos antes das refeições, após ir ao banheiro e ao chegar da rua;

2. Lave o braço da fístula ao chegar na clínica, antes de iniciar a sua diálise;

3. Evite a troca de alimentos entre seus colegas na sala de hemodiálise. Gotícula de sangue podem estar presentes nas mãos;

4. É muito importante que profissionais de saúde, pacientes e visitantes façam a higienização das mãos.

Tomando esses e outros cuidados, você diminui os riscos de contaminação, ganhando mais qualidade de vida.



foto tirada pelo Blog Hemodiário
                              


Mãos à obra! 
Mãos à vida!



foto tirada pelo Blog Hemodiário
                            



A lavagem das mãos é uma prática de assepsia simples que continua sendo a principal forma de prevenir e controlar as infecções, sem ônus significativos para as instituições, além de gerar benefícios extensíveis àqueles envolvidos no processo de cuidado, devendo configurar-se como um hábito que todos os profissionais de saúde devem realizar antes e depois de qualquer procedimento, seja invasivo ou não. (Genz, 1998; TIMBY, 1996)


DIGA NÃO À PROPAGAÇÃO DE INFECÇÃO SIMPLESMENTE HIGIENIZANDO AS SUAS MÃOS!!! 


Faça a tua parte!


Com carinho,
Helô


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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Tempo adequado de hemodiálise

Olá, amigos!

Hoje, 14 de fevereiro de 2016, vou falar-lhes sobre o tempo adequado de hemodiálise. O texto abaixo é baseado no folder distribuído pela minha clínica, que pertence ao grupa NephroCare.

"A qualidade da hemodiálise depende da qualidade do material e da tecnologia utilizado, mas depende também da correta prescrição do tratamento. O tempo dedicado ao tratamento é um dos itens mais importantes.

Atualmente, para fazer com que o tratamento de hemodiálise proporcione um efeito o mais próximo possível de um rim normal, equilibrando água, sais e limpando o sangue de impurezas, são necessárias pelo menos 12 horas de hemodiálise por semana. É possível que o médico ajuste o tratamento de acordo com as particularidades de cada paciente, mas esse tempo mínimo é essencial para assegurar o bemm-estar, em longo prazo. Cada minuto de tratamento conta e faz diferença.

As consequências de uma hemodiálise inadequada vão desde alterações nos ossos, aumento de incidência de infecções, anemia, e comprometimento do estado nutricional até problemas graves de coração e de vasos sanguíneos, como maior incidência de infartos, acidentes vasculares cerebrais e insuficiência cardíaca. Estas doenças reduzem a expectativa de vida e especialmente comprometem a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.

NephroCare - Blog Hemodiário


As clínicas de hemodiálise devem garantir esse tempo mínimo de tratamento, especialmente porque as consequências de um tratamento inadequado podem não aparecer ou não ser percebidas em curto prazo pelos pacientes ou seus familiares. Além disso, entendemos que seja natural que os pacientes queiram permanecer o menor tempo possível no ambiente de diálise.

A seriedade de uma equipe de hemodiálise pode ser percebida em seu empenho em valorizar o tempo de tratamento. O médico deve prescrever sempre o tempo mínimo, adequado a composição da frequência dentro das características de cada paciente e as possibilidades da unidade. A equipe de enfermagem deve garantir que este tempo seja cumprido. O diretor médico deve garantir que sua equipe tenha sempre como senso comum fazer o melhor possível para cada paciente."

Siga sempre as orientações médicas - Blog Hemodiário
                    
 
Siga sempre as orientações do seu médico e aceite a tua doença para ter um tratamento mais eficaz!!!

"Não há doente mais incurável do que aquele que não reconhece a sua doença." (Santo Agostinho)


Com carinho,
Helô


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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Mudança de clínica de hemodiálise

Hoje, 13 de fevereiro de 2016, eu vou contar-lhes sobre a minha mudança de clínica e as novas adaptações.

Após 9 meses de hemodiálise na nova clínica, eu voltarei a relatar o ocorrido com os pacientes da minha sala, sempre preservando a identidade de cada um. Uma das finalidades deste blog era um diário da hemodiálise, por isso o nome Hemo (hemodiálise)+Diário. 

O encontro semanal ininterrupto de 3 vezes na semana durante 4 horas torna os conviventes de uma sala de hemodiálise um tipo de família, na qual a harmonia deve prevalecer.


     


Eu iniciei as minhas sessões de hemodiálise na clínica Cetene da avenida 9 de julho, em 8/5/2013. A clínica usa máquinas Fresenius e pertence ao grupo NephroCare. Eu ficava numa sala com mais 3 pacientes. Lá, tinham por volta de 30 máquinas de hemodiálise e muitos pacientes em diálise peritoneal. O capilar nesta clínica é reutilizado por 20 vezes. O meu médico particular me provou que seria muito melhor para mim fazer hemodiálise em uma clínica onde o capilar fosse de utilização única. Deste modo, eu mudei de clínica e iniciei na outra clínica em 9/3/2015. Eu mudei de clínica apenas por saber que a nova clínica seria melhor para a minha saúde, pois eu gostava muito de fazer hemodiálise naquela clínica: a enfermeira-chefe é ótima; as enfermeiras atentas e delicadas; as técnicas de enfermagem eficientes, carinhosas, alegres e competentes; os pacientes muito diversificados, mas agradáveis, enfim, um ambiente alegre e agradável. Foi 1 ano e 9 meses de aprendizado e acolhimento. Sinto saudades!

Em 9 de março de 2015, eu comecei a fazer hemodiálise na Cetene do hospital 9 de julho, que também pertence ao grupo NephroCare. Eu teria a mesma equipe médica e o protocolo de manuseio é igual ao da minha primeira clínica. São 14 máquinas de hemodiálise distribuídas em 2 salas. A máquina de hemodiálise é mais moderna e o capilar é trocado em todas as sessões. Na minha sala, nesses 11 meses, já passaram algumas pessoas, entre elas: uma jovem de 27 anos, alegre, franca, generosa, que fez transplante duplo em julho de 2015 (rim e fígado) e está ótima; um jovem de 28 anos, muito calado, que fez transplante renal, mas infelizmente não deu certo e ele voltou para a hemodiálise; um jovem senhor de 50 anos, educado, calmo, atencioso, que fez hemodiálise por uns 3 meses e teve alta. Os pacientes que estão na minha sala  desde o meu início são: (1) um jovem senhor de 55 anos, inteligente, calmo, sensato, que faz hemodiálise há 10 anos; (2) um jovem senhor de 45 anos, alegre, comunicativo, amoroso, mas muito rebelde no tratamento, que faz hemodiálise há uns 4 anos; (3) um senhor de 84 anos, que faz hemodiálise há 8 anos. Ele é muito sério, calado e sente muito frio; (4) uma jovem senhora de 50 anos, que faz hemodiálise há uns 3 anos. Ela é muito quieta e reservada. Atualmente, mais 2 pacientes estão na minha sala: (1) uma senhora de 71 anos, muito delicada, educada e gentil, que já fez diálise peritoneal e passou a fazer hemodiálise após uma infecção peritoneal; (2) um senhor de 70 anos, muito educado, amável e discreto, que já fez um transplante que durou 27 anos. Esses são os meus atuais companheiros de sala. 

                      
Máquina de hemodiálise da Fresenius modelo 5008S Cordiax, que tem como principais avanços a hemodiafiltração de alto volume e a não reutilização do capilar/dialisador/filtro. Foto do Blog Hemodiário
                                  
                       
A minha antiga clínica, eu fazia hemodiálise das 11h30 às 15h30 e agora eu faço das 6h30 às 10h30. Como eu gosto de acordar cedo, o horário atual é muito melhor.

Claro que em todas as mudanças há perdas e ganhos. Sinto muitas saudades do ambiente descontraído e alegre da clínica anterior, além da enfermeira-chefe, de algumas enfermeiras, de algumas técnicas de enfermagem, de alguns médicos, de alguns pacientes, de algumas faxineiras e da copeira. Fui muito feliz por lá! Na clínica atual, a máquina de hemodiálise é melhor, o horário da minha hemodiálise é melhor, o capilar é trocado em todas as sessões e também há médicas, enfermeiras, técnicas de enfermagem e pacientes simpáticos e agradáveis.




Quando eu iniciei a hemodiálise, o meu sonho era um transplante renal seguido de uma viagem para conhecer a paradisíaca ilha Maldivas. Como tal, eu apelidei carinhosamente a minha primeira clínica de Maldivas. Hoje, após 2 anos e 9 meses, eu apelidei a minha segunda clínica de Travessia, uma vez que o meu atual sonho é a liberdade e nela eu aguardo um transplante renal.


"O sonho e a esperança são dois calmantes que a natureza concede ao ser humano." (Frederico I)


Com carinho,
Helô


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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

HemoFamília #6 - Angústia

Olá, amigos!


Agora vou falar-lhes sobre outra semana na Clínica Maldivas. Escolhi este nome, porque, se Deus quiser, farei um transplante renal e irei conhecer esta ilha paradisíaca. Os demais nomes também são fictícios e inspirados em nomes bíblicos, pois a fé passa a ser o nosso norte.

Cada episódio semanal desta série corresponde a 3 sessões de hemodiálise, mais especificamente às de 6ª, 2ª e 4ª feira. Assim, eu a publico na 4ª ou 5ª feira. Claro que isso não é uma regra, mas uma diretriz para o momento.

Os aproximados 30 pacientes que fazem hemodiálise no meu turno, mais alguns de outros turnos, mais médicos, enfermeiras, técnicas de enfermagem, o pessoal da limpeza, o repositor de material, o técnico das máquinas, as recepcionistas e outros, acabam formando uma família, na qual todos acompanham os problemas uns dos outros, compartilham seus sofrimentos, torcem pela recuperação alheia, alegram-se quando alguém faz transplante e sofrem quando alguém falece. É difícil de explicar, mas a habitualidade da convivência com pessoas tão diferentes em situações bem parecidas, nos tornam familiares e isso é muito bom e confortante



                                                            fonte: Psiconlinebrasil


Esta semana foi muito difícil. Presenciei muitos sofrimentos e o meu psicológico ficou realmente abalado. A angústia no meu peito só foi minimizada com a visita de um casal de primos que moram bem distantes de São Paulo, mais especificamente em Goiânia, e da visita da minha cunhada, que mora em Lins. Eu agradeço muito a generosidade dessas visitas, que fizeram a diferença nessa minha difícil semana.


Tudo começou com o Lucas (67), meu alegre e espirituoso vizinho de máquina. Ele teve médico na 4ª feira e transferiu a hemodiálise para 5ª feira. Tudo bem, ele iria ficar sem fazer hemodiálise por dois dias, o que é aceitável. Porém, na 5ª feira, ele foi chamado ao hospital porque havia um rim possivelmente compatível. Ele, ansioso e temeroso, foi até lá. Temeroso, porque já perdeu um rim anteriormente transplantado. Ansioso, porque receber um rim é voltar à liberdade de viver. Infelizmente, o exame de cross match deu positivo, o que indica grande possibilidade de rejeição, e ele voltou para casa ao anoitecer. Resultado de ter ficado três dias sem fazer hemodiálise: falta de ar, enjoo e um desconforto insuportável. Mesmo assim, ele esperou até às 6 horas da manhã da 6ª feira para ir à nossa Clínica Maldivas. Chegando lá, ele prontamente foi ligado à máquina de hemodiálise, além de ser ligado ao balão de ogixênio durante as 4 horas. Quando cheguei na clínica e o vi naquele estado, fiquei assustado e penalizada, o que afetou muito o meu psicológico e me fez ver de fato como eu sou dependente da máquina da hemodiálise. Meu Deus, me dê forças!


Na 2ª feira, foi a vez do Sr. Mateus (73). Ele fez uma fístula recentemente, mas ainda está com o cateter. Nesta 2ª feira, a habilidosa e cuidadosa técnica de enfermagem Ana não conseguiu pegar as suas veias. Tentou algumas vezes, mas fez um hematoma e ele queixou-se de muita dor. Então, ela chamou a enfermeira Rebeca, que a recomendou a ligá-lo à máquina através do cateter. Estava muito frio, mas ele ficou com gelo durante muito tempo para diminuir o inchaço na região da fístula. Além disso, a sua pressão caiu e ele precisou receber soro. Meu Deus, quanto sofrimento!

Ainda na 2ª feira, o Sr. Marcos (91) teve hipotensão (9x4), recebeu soro, ficou deitado com a cabeça no nível mais baixo do que os pés e ficou sob observação durante as 4 horas. Fiquei atenta e preocupada!

O Lucas (67), também na 2ª feira, teve pressão alta (21x10) e muita dor de cabeça. Foi medicado e a Dra. Raquel mandou que aumentasse a retirada de líquido além do seu peso seco. Sofrível e preocupante!


Eu fiquei 4 horas ansiosa e preocupada com o estado dos meus companheiros de sala, o que me levou a exaustão. Saí da hemodiálise tão cansada que não conseguia nem falar. Cheguei em casa, chorei e rezei muito. Recebi a visita da minha cunhada de Lins e os meus pensamentos ruins foram se dissipando. Fiquei impressionada como a pressão do ambiente pode nos influenciar!

Na 4ª feira, cheguei na clínica entusiasmada (em grego, entusiasmo significa inspirada pela presença de Deus), como é da minha essência, e tudo transcorreu muito bem. Por ser o primeiro dia do mês, é coletado sangue, antes e depois da hemodiálise, de todos os pacientes para exame laboratorial.



                                                                   fonte: masp


Foi uma semana muito difícil!

Estamos todos lutando pela vida com muita fé e esperança, apesar das inúmeras limitações e dificuldades!

Boa semana a todos!!!



Amigos, venham embarcar comigo nesta jornada da vida real!!! Bem-vindos!!!


"A sabedoria de um homem não está em não errar, chorar, se angustiar e se fragilizar, mas em usar seu sofrimento como alicerce de sua maturidade." (Augusto Cury)

Com carinho,

Helô


OBS:  #bloghemodiário: acessem a minha página do facebook chamada Blog Hemodiário e curtam. Lá, eu publico pequenos post com dicas, curiosidades e novidades. É muito interessante!!! 

Hemodiálise: grave crise

Olá, amigos! 

A defasagem no reajuste da tabela de pagamento do SUS está gerando uma grave crise nas clínicas e hospitais que te monsenhor de hemodiálise e só dependem do SUS. Muito triste!!!

Acessem o link abaixo e veja um exemplo da grave crise:

http://globotv.globo.com/eptv-sp/jornal-da-eptv-1a-edicao-sao-carlosararaquara/v/hospital-de-araraquara-que-faz-hemodialise-acumula-dividas-e-decide-diminuir-sessoes/4415981/




Com carinho,

Helô

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Dia Mundial do Enfermo

O texto abaixo foi escrito pelo Padre João Inácio Mildner em homenagem ao Dia do Enfermo, comemorado em 11 de fevereiro que é a festa de Nossa Senhora de Lourdes:

"Fazei tudo o que Ele vos disser" (Jo 2,5)

"No contexto do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, a Igreja nos convida mais uma vez, a voltarmos o nosso olhar de ternura para com os enfermos. O Papa Francisco propõe para a nossa reflexão o primeiro milagre de Jesus, nas Bodas Caná do Evangelista São João (Jo 2, 1-11).

Num contexto de alegria e festa, na qual Jesus, sua mãe Maria e os Discípulos estavam presentes, algo diferente acontece: Maria percebe que "Eles não têm vinho" (Jo 2, 3). Ela como mãe solicita intercede junto ao seu Filho e dá uma orientação: "Fazei tudo o que ele vos disser" (Jo 2,5).

Deus Pai, também hoje, nos convida para a grande festa da vida. Deseja que seus filhos e filhas vivam a experiência de uma intensa alegria, fruto de seu amor misericordioso pela humanidade.

Mas todos fazemos experiência de que a vida não é só festa. Nossa vida é cercada de dores, sofrimentos e enfermidades. Então, quais os ensinamentos que podemos tirar deste texto envangélico?

A vida é um grande dom de Deus. Ela precisa ser acolhida e festejada. Isto deve acontecer na família e na Comunidade-Igreja. É na comunidade que encontramos forças para vivermos a cada instante este maravilhoso dom.

E quando surgir a dor, o sofrimento é a enfermidade precisamos ser como Maria, atentos às necessidades das pessoas. Não nos contentemos em ver as situações, mas sejamos agentes de transformação, promotores da vida e da esperança: visitando os enfermos em suas casas ou internados nos hospitais, de braços abertos e coração acolhedor, apontando para o Cristo Ressuscitado. Pois o sofrimento assumido com amor é fonte de vida; é ajudar educar a população na prevenção as enfermidades e lutar por uma saúde pública de qualidade, que é um direito de todos garantido pela Constituição.

O mundo de hoje precisa com urgência de pessoas como você para aliviar o sofrimento de tantos irmãos. É esta nossa missão como agentes de Pastoral da Saúde de nossa Arquidiocese de São Paulo. Venha você também fazer parte desta grande família. Assim a festa da vida vai continuar.

Que Nossa Senhora de Lourdes interceda por nós junto ao seu filho Jesus."


                               
                            


Agora passo a escrever uma breve história de Nossa Senhora de Lourdes extraída  de "Invocações da Virgem Maria do Brasil", de Nilza Botelho Megale:

"A jovem Bernadette Soubirous, aos 14 anos, foi catar lenha junto às margens do Gave e teve a suprema ventura de contemplar a Santíssima Virgem.

Era Bernadette filha de um pobre moleiro da aldeia de Lourdes, nos altos dos Pirineus, sul da França, e saíra acompanhada de sua irmã e de outra menina. Passava defronte às rochas de Massa Keller, quando ouviu de repente um barulho como se fosse a rajada de um vento forte. Olhando para cima, viu na reentrância do rochedo uma senhora de grande beleza, circundada por deslumbrante resplendor.

A visão estava de pé, trajando um vestido é um véu brancos como a neve. Tinha na cintura uma faixa azul, os pés estavam ornados de rosas e segurava um rosário, cujas contas ia passando entre os dedos.

A pequena camponesa, extasiada, caiu de joelhos, tirou o terço do bolso e começou a rezá-lo. Quando acabou a última Ave-Maria, a bela Senhora desapareceu.  Esta primeira aparição deu-se a 11 de fevereiro de 1858 e foi seguida de mais dezesseis. Da terceira era cada vez maior o número de pessoas que iam contemplar o êxtase da humilde Bernadete, que se transformava, parecendo mais um anjo do céu.

Durante as várias aparições, a mãe de Deus confiou muitos segredos à modesta jovem e numa delas ordenou-lhe que dissesse aos sacerdotes para construírem uma capela naquele local e ali realizassem procissões. Em outra ocasião mandou a menina beber água e se lavar na fonte, mas indicava num lugar da gruta completamente seco. Bernadette curvando-se começou a arranhar o chão duro com os dedos e, de súbito, jorrou água do rochedo.

Finalmente, no dia da Anunciação a piedosa vidente pediu à Senhora que tivesse a bondade de dizer-lhe quem era. A virgem, então, unindo as mãos, respondeu-lhe lançando ao céu um olhar de inefável doçura: - "Eu sou a Imaculada Conceição ". E desapareceu.

Bernadette muito sofreu por causa das aparições da Mãe Santíssima, pois foi considerada impostora. Injuriada e interrogada pela polícia, que pretendeu impedir os romeiros de se aproximarem da gruta, tornando-se malvista pelas autoridades civis e até mesmo religiosas.

Afinal, as curas milagrosas o tidas com a água da fonte nascida sobre os dedos da santa menina obrigaram as autoridades a ceder, e, a 11 de janeiro de 1962 o bispo de Tar es autorizou o culto de Nossa Senhora de Lourdes."



                              
 


Oração a Nossa Senhora de Lourdes:

"Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernadette, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala, e nós falamos com ele, ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus. 

Nossa Senhora da gruta de Lourdes, dai-me a graça que vos peço e tanto preciso (pedir a graça)."


Hoje, 11 de fevereiro de 2016, dia do enfermo, vamos pedir que Nossa Senhora de Lourdes interceda por nós e nos conceda a graça pedida.


Com carinho,

Helô


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Diálise peritoneal

Olá, amigos!

Quando os rins param de funcionar, o paciente terá 3 opções de tratamento: hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal. Hoje vou falar um pouco sobre a diálise peritoneal.

O texto e a foto abaixo foram extraídos da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN):

Diálise Peritoneal é uma opção de tratamento que usa um filtro natural, dentro do corpo do paciente, como substituto da função renal. 

Esse filtro chama-se peritônio. 

Peritônio é uma membrana porosa e semipermeável, que reveste os principais órgãos do nosso abdômen. O espaço entre esses órgãos é a cavidade peritoneal. 

Um líquido de diálise é colocado na cavidade e drenado dela, através de um cateter, que é um tubo flexível biocompatível.

O cateter é permanente e indolor, implantado por meio de uma pequena cirurgia no abdômen. A solução de diálise é infundida e permanece por um determinado tempo na cavidade peritoneal, e depois é drenada. 

A solução entra em contato com o sangue e isso permite que as substâncias que estão acumuladas nele como ureia, creatinina e potássio sejam removidas, bem como o excesso de líquido que não está sendo eliminado pelo rim.

A diálise peritoneal permite realizar tratamento em domicílio. 

A principal vantagem desse método é que, após um período de treinamento, o paciente pode realizá-lo em casa, de maneira independente. 

Quando necessário, um parente também recebe treinamento para ajudar o paciente.



        

QUEM PRECISA DE DIÁLISE PERITONEAL?

A diálise peritoneal está indicada para pacientes que apresentam insuficiência renal aguda ou crônica. 

A indicação de iniciar esse tratamento é feita pelo nefrologista, que avalia o organismo da pessoa pela:

* consulta médica;
* dosagem de ureia e creatinina no sangue;
* dosagem de potássio no sangue;
* dosagem de ácidos no sangue;
* quantidade de urina produzida durante um dia e uma noite;
* cálculo da função dos rins (clearance de creatinina e ureia);
* avaliação de anemia (hemograma, dosagem de ferro, saturação de ferro e ferritina).

                   

NA DIÁLISE PERITONEAL, COMO O LÍQUIDO DE DIÁLISE É COLOCADO NO ABDÔMEN DO PACIENTE?

Para se introduzir o líquido, é necessário que se implante um cateter de diálise peritoneal no abdome do paciente, próximo ao umbigo. 

Normalmente, o cateter (que tem em torno de 0,6 cm de diâmetro), é colocado 2 cm abaixo e ao lado do umbigo. Apenas 10 a 15 cm dele ficam fora do corpo. Na maioria das vezes, o paciente e o médico planejam juntos onde colocar o cateter de forma que ele fique confortável e escondido pela roupa. 

Este cateter é implantado por meio de uma cirurgia pequena, em geral, com anestesia local. O paciente pode receber alta no mesmo dia. 

O cateter, ou acesso peritoneal, deve ser colocado alguns dias ou semanas antes da primeira diálise. Ele é flexível, pouco incomoda e fica instalado por tempo indefinido.

A diálise peritoneal dá mais liberdade ao paciente, porque poderá ser feita em qualquer lugar e em qualquer horário. O importante é a higiene do local e da manipulação. Todo material é fornecido gratuitamente pelo governo. Vale a pena conhecer este tratamento!

Esses 3 tipos de tratamentos garantem a vida da pessoa cujo os rins pararam de funcionar ou estão funcionando inadequadamente. 

Com carinho,

Helô


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