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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Mudança de clínica de hemodiálise

Hoje, 13 de fevereiro de 2016, eu vou contar-lhes sobre a minha mudança de clínica e as novas adaptações.

Após 9 meses de hemodiálise na nova clínica, eu voltarei a relatar o ocorrido com os pacientes da minha sala, sempre preservando a identidade de cada um. Uma das finalidades deste blog era um diário da hemodiálise, por isso o nome Hemo (hemodiálise)+Diário. 

O encontro semanal ininterrupto de 3 vezes na semana durante 4 horas torna os conviventes de uma sala de hemodiálise um tipo de família, na qual a harmonia deve prevalecer.


     


Eu iniciei as minhas sessões de hemodiálise na clínica Cetene da avenida 9 de julho, em 8/5/2013. A clínica usa máquinas Fresenius e pertence ao grupo NephroCare. Eu ficava numa sala com mais 3 pacientes. Lá, tinham por volta de 30 máquinas de hemodiálise e muitos pacientes em diálise peritoneal. O capilar nesta clínica é reutilizado por 20 vezes. O meu médico particular me provou que seria muito melhor para mim fazer hemodiálise em uma clínica onde o capilar fosse de utilização única. Deste modo, eu mudei de clínica e iniciei na outra clínica em 9/3/2015. Eu mudei de clínica apenas por saber que a nova clínica seria melhor para a minha saúde, pois eu gostava muito de fazer hemodiálise naquela clínica: a enfermeira-chefe é ótima; as enfermeiras atentas e delicadas; as técnicas de enfermagem eficientes, carinhosas, alegres e competentes; os pacientes muito diversificados, mas agradáveis, enfim, um ambiente alegre e agradável. Foi 1 ano e 9 meses de aprendizado e acolhimento. Sinto saudades!

Em 9 de março de 2015, eu comecei a fazer hemodiálise na Cetene do hospital 9 de julho, que também pertence ao grupo NephroCare. Eu teria a mesma equipe médica e o protocolo de manuseio é igual ao da minha primeira clínica. São 14 máquinas de hemodiálise distribuídas em 2 salas. A máquina de hemodiálise é mais moderna e o capilar é trocado em todas as sessões. Na minha sala, nesses 11 meses, já passaram algumas pessoas, entre elas: uma jovem de 27 anos, alegre, franca, generosa, que fez transplante duplo em julho de 2015 (rim e fígado) e está ótima; um jovem de 28 anos, muito calado, que fez transplante renal, mas infelizmente não deu certo e ele voltou para a hemodiálise; um jovem senhor de 50 anos, educado, calmo, atencioso, que fez hemodiálise por uns 3 meses e teve alta. Os pacientes que estão na minha sala  desde o meu início são: (1) um jovem senhor de 55 anos, inteligente, calmo, sensato, que faz hemodiálise há 10 anos; (2) um jovem senhor de 45 anos, alegre, comunicativo, amoroso, mas muito rebelde no tratamento, que faz hemodiálise há uns 4 anos; (3) um senhor de 84 anos, que faz hemodiálise há 8 anos. Ele é muito sério, calado e sente muito frio; (4) uma jovem senhora de 50 anos, que faz hemodiálise há uns 3 anos. Ela é muito quieta e reservada. Atualmente, mais 2 pacientes estão na minha sala: (1) uma senhora de 71 anos, muito delicada, educada e gentil, que já fez diálise peritoneal e passou a fazer hemodiálise após uma infecção peritoneal; (2) um senhor de 70 anos, muito educado, amável e discreto, que já fez um transplante que durou 27 anos. Esses são os meus atuais companheiros de sala. 

                      
Máquina de hemodiálise da Fresenius modelo 5008S Cordiax, que tem como principais avanços a hemodiafiltração de alto volume e a não reutilização do capilar/dialisador/filtro. Foto do Blog Hemodiário
                                  
                       
A minha antiga clínica, eu fazia hemodiálise das 11h30 às 15h30 e agora eu faço das 6h30 às 10h30. Como eu gosto de acordar cedo, o horário atual é muito melhor.

Claro que em todas as mudanças há perdas e ganhos. Sinto muitas saudades do ambiente descontraído e alegre da clínica anterior, além da enfermeira-chefe, de algumas enfermeiras, de algumas técnicas de enfermagem, de alguns médicos, de alguns pacientes, de algumas faxineiras e da copeira. Fui muito feliz por lá! Na clínica atual, a máquina de hemodiálise é melhor, o horário da minha hemodiálise é melhor, o capilar é trocado em todas as sessões e também há médicas, enfermeiras, técnicas de enfermagem e pacientes simpáticos e agradáveis.




Quando eu iniciei a hemodiálise, o meu sonho era um transplante renal seguido de uma viagem para conhecer a paradisíaca ilha Maldivas. Como tal, eu apelidei carinhosamente a minha primeira clínica de Maldivas. Hoje, após 2 anos e 9 meses, eu apelidei a minha segunda clínica de Travessia, uma vez que o meu atual sonho é a liberdade e nela eu aguardo um transplante renal.


"O sonho e a esperança são dois calmantes que a natureza concede ao ser humano." (Frederico I)


Com carinho,
Helô


OBS: Visitem a minha página do Facebook chamada Blog Hemodiário (https://www.facebook.com/BlogHemodiario) e o meu perfil do Instagram com o nome de @blog_hemodiario. Até lá!