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sábado, 18 de maio de 2013

Minha 2ª semana de hemodiálise

Olá, amigos!

Agora vou falar-lhes sobre as minhas experiências na segunda semana de hemodiálise e vou postar um vídeo sobre o que é a hemodiálise.

A semana transcorreu relativamente bem. O local, as pessoas, a máquina de hemodiálise e os procedimentos rotineiros, como: pesagem, lavagem do braço com fístula, medição da pressão arterial por diversas vezes, lanche, ter que ficar 4 horas sentada numa cadeira com apenas uma mão livre e outros, já me são familiares e não me assustam. Mas a punção da veia e da artéria ainda é um sofrimento para mim, pois a agulha é muito calibrosa e algumas vezes tem que perfurar mais de uma vez, além da agulha poder escapar da veia. Outra coisa desagradável é o alarme das máquinas de hemodiálise, que soa constantemente, sendo que normalmente não é nada. Então, a técnica de enfermagem simplesmente desativa este botão. Mas este som ainda me assusta.

As minhas sessões de 2ª e de 4ª feira foram tranquilas. Eu me distraí ouvindo música e assistindo episódios da uma série gravada no meu iPad. Já os meus oito companheiros de sala dormiam tranquilamente. Um dia chegarei neste estágio.

Porém, a minha sessão de 6ª feira foi muito ruim. Cheguei na clínica e, de pronto, presenciei uma discussão barraqueira entre a enfermeira e uma paciente grosseira. Razão incontestável da enfermeira. Um pouco desestabilizada, fui para minha cadeira e a enfermeira não conseguiu puncionar a minha veia de primeira. Então, ela deixou a agulha dentro da pele e ficou perfurando para encontrá-la. Minhas lágrimas escorriam de dor. Ao terminar a punção, comecei a diálise, mas, pouco tempo depois, a agulha saiu da veia e logo formou um inchaço. A enfermeira foi novamente puncionar a minha veia e mais dor eu senti. Ela colocou gelo para melhorar o inchaço. Pouco tempo depois, comecei a ficar enjoada e avisei a técnica de enfermagem. Ela rapidamente mediu a minha pressão e constatou que estava 10x6 (baixa para mim). Então, deitou a minha cadeira e infundiu soro na minha veia. A pressão logo normalizou, mas eu tive que ficar deitada as três horas que faltavam e não inclinada (sentada com os pés levantados) como nas sessões anteriores. Conclusão: eu não conseguia assistir a série ou ouvir música, porque não tinha destreza para manipular o iPad apenas com a mão esquerda nesta posição totalmente deitada. Acrescentando a tudo isso, eu tinha tomado vacina da gripe no dia anterior e, como reação, tive uma febrícula (37,3º) e calafrio. Foi horrível!!!

Fonte: O Jornal
Uma coisa boa aconteceu nesta fatídica sexta-feira. Eu estava na porta da clínica esperando virem me buscar, quando parou um carro e desceu um senhor muito simpático. Ele me perguntou se eu fazia hemodiálise e eu resmunguei qualquer queixa, principalmente da dor ao ser puncionada a minha veia. Ele me falou que fazia hemodiálise há 4 anos e que sempre passava uma pomada com lidocaína no local a ser puncionado. Fazia isto, uns 30 minutos antes da punção. Gentilmente, pediu a minha mão e escreveu o nome da pomada. Não satisfeito, voltou até o carro e me deu a pomada dele que estava no fim. Pessoa boa e generosa, que iluminou um pouco o meu dia tão nebuloso. 
A semana acabou e tenho certeza que a próxima será bem melhor.
A hemodiálise é um tratamento seguro e atende em torno de 91.000 pacientes em todo o Brasil.
Vale à pena assistir ao vídeo abaixo que encontra-se no site da Sociedade Brasileira de Nefrologia, que nos ensina o que é diálise:



"O sonho e a esperança são dois calmantes que a natureza concede ao ser humano." (Federico I)

Com carinho,

Helô

domingo, 12 de maio de 2013

A primeira semana de Hemodiálise

Olá, amigos!

Agora vou contar-lhes como foram o segundo e terceiro dia, além do fim de semana.

No segundo dia, 9 de maio de 2013, eu iria dialisar também por 2h30, assim como no primeiro dia. O procedimento foi igual ao descrito no primeiro. Porém, no momento que a enfermeira foi puncionar a artéria, percebeu que tinha formado um coágulo. Ela me furou, procurou a artéria e nada. Retirou a grossa agulha e junto um coágulo. Logo me perguntou se eu estava tomando AAS e eu disse que não. Ela chamou a médica, que me prescreveu a ingestão de 1 comprimido AAS todos os dias logo após o almoço para evitar a formação de coágulos. Neste momento, apesar de disfarçar a dor e a insegurança em relação ao puncionamento da minha veia, comecei a passar mal: meus ouvidos entupiram e um suor frio dominou o meu corpo. Mediram a minha pressão e ela estava 9 x 5. Fui avaliada, suspenderam os meus remédios de pressão e me liberaram sem ter feito hemodiálise. Fiquei assustada, mas me disseram que isto acontecia no começo até o corpo se adaptar.





No terceiro dia, 10 de maio, voltei ao centro de diálise. O medo com a dificuldade de puncionamento das minhas veias voltou, pois sempre enfrentei este problema por ter veias muito profundas. A enfermeira puncionou de primeira a artéria, mas precisou de três tentativas para encontrar a minha veia. Conseguiu e a diálise transcorreu sem qualquer problema. Fiz apenas 2h30 e retirei 500 ml. A minha filha gravou alguns CDs no meu iPad e eu fiquei escutando música, com um fone de ouvido enorme, e jogando. Claro que coberta por uma linda manta feita à mão pela minha falecida e querida avó Lia. O tempo passou mais rápido e eu me senti uma pessoa à toa, pois nunca fiquei esse tempo todo sem fazer nada. Foi bom!

O fim de semana foi muito bom. Dormi muito melhor e comecei a comer diariamente proteína animal no almoço e no jantar. Esta mudança na dieta tornou o meu almoço de dia das mães muito mais saboroso e prazeroso.  Ainda não sei o volume de líquido que posso ingerir diariamente, por isso tenho me controlado por conta própria.




O meu dia das mães foi muito alegre e agradável, junto com o marido, filhos e amigos queridos.

Uma coisa é certa, a alegria de viver minimiza qualquer problema...

Com carinho,

Helô