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sábado, 11 de maio de 2013

Lista de espera para transplante

Olá, amigos!

Agora vou falar um pouco do procedimento para a inclusão na fila de transplantes.

Como já disse na minha apresentação, a função renal dos meus rins foi diminuindo gradativamente desde 2010 até o momento do início da hemodiálise (8 de maio de 2013). Isso criou uma expectativa em mim, nos meus familiares e amigos sobre o porquê não me inscrever logo na lista de transplante e talvez então nem precisar fazer hemodiálise. Eu questionava o meu médico sobre isso e só ouvia que tudo tinha o momento certo. Confiei, aceitei e ponto.

Em março de 2013, quando os meus rins pioraram muito, o meu nefrologista me falou que agora era a hora de eu fazer todo o procedimento para a me inscrever na lista de espera para transplantes.

O primeiro passo foi saber se eu poderia ser receptora de um órgão de terceiro. Então, fiz um doppler do coração, um doppler das veias e artérias abdominais e um exame de sangue para verificar os seguintes itens:
1) uréia;
2) creatinina;
3) antígeno de superfície da hepatite B;
4) anticorpo contra o antígeno do core do vírus da hepatite B;
5) anticorpos antivírus da hepatite C;
6) HIV1/HIV2, anticorpos e antígenos;
7) toxoplasma - anticorpos IgG e anticorpos IgM; e
8) CITOMEGALOVIRUS - anticorpos IgG e anticorpos IgM.

Parece complicado, mas não é. Os exames são simples e foram cobertos pelo meu convênio médico.

Com o resultado desses exames preliminares, o nefrologista me avaliou e, assim, fui considerada apta a ser uma receptora de órgão. Ato contínuo, fui encaminhada a um grupo de transplante. Este abriu um prontuário em meu nome, onde arquivou todos os exames e dados necessários para um eventual transplante. Para concluir o processo, foi feito um pedido de exame de tipagem sanguínea ABO e HLA e os resultados são o meu principal identificador de compatibilidade com o meu doador.

O terceiro passo foi o início da hemodiálise. Esta data constou como a da minha inscrição na lista de espera para transplante. Logo após, eu recebi um número do registro geral de transplantes (RGCT) e posso acompanhar a minha situação pelo site da Secretaria da Saúde.


Depois que comecei a fazer hemodiálise, as preocupações com remédios de alto custo, avaliações médicas e exames sanguíneos periódicos cessaram, pois o Centro de Diálise será responsável por mim e por todo o meu tratamento.

Escolha um Centro de Diálise sério e competente para tornar eficaz o teu tratamento.

Vamos fazer a nossa parte e confiar em quem elegemos para nos tratar.

Com carinho,

Helô